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Edição n. 66 do CH Noticias - Dezembro/2020

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Edição n. 66 do CH Noticias - Dezembro/2020

  1. 1. Recife, Dezembro de 2020 - Ano V - nº 66 CH Notícias Recife, Dezembro de 2020 - Ano V - nº 66 CH Notícias Meus queridos amigos e irmãos, este 2020 que se encerra é um dos anos mais tristes de toda uma geração de espíritos encarna- dos na Terra, que vive o tremendal de uma atroz pandemia! Mesmo assim, estamos vivendo nessa psicosfera deliciosa de vibrações, quais são as do natal, nessa “Belle Époque” do nascimen- to de Jesus rememorado. Desejamos, todos nós do CH Notícias, um natal cheio de paz, harmonia, amor e que a manjedoura seja sempre o símbolo maior de regeneração da coletividade planetária e também, particularmente, da vida de cada um de nós! Parabéns com um ósculo de nossas almas a Jesus: ECCE HOMO! E vocês não aglomerem, fiquem em casa com a família, se cuidem! Um Beijo N’alma! Bruno Tavares Meus queridos amigos e irmãos, este 2020 que se encerra é um dos anos mais tristes de toda uma geração de espíritos encarna- dos na Terra, que vive o tremendal de uma atroz pandemia! Mesmo assim, estamos vivendo nessa psicosfera deliciosa de vibrações, quais são as do natal, nessa “Belle Époque” do nascimen- to de Jesus rememorado. Desejamos, todos nós do CH Notícias, um natal cheio de paz, harmonia, amor e que a manjedoura seja sempre o símbolo maior de regeneração da coletividade planetária e também, particularmente, da vida de cada um de nós! Parabéns com um ósculo de nossas almas a Jesus: ECCE HOMO! E vocês não aglomerem, fiquem em casa com a família, se cuidem! Um Beijo N’alma! Bruno Tavares Leia todas as edições do CH Notícias no Blog: blogchnoticias.blogspot.com.br ANTE O NATAL “625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo? Jesus”. (O Livro dos Espíritos)  (...) O Natal é dádiva do Céu à Terra como ocasião de refazer e recomeçar. Detém-te a contemplar as criaturas que passam apressadas. Se tiveres olhos de ver percebê-las-ás tristes, sucumbidas, como se carregassem pe- sados fardos, apesar de exibirem tecidos custosos e aparência cuidada. Explodem facilmente, transfigurando a face e deixando-se consumir pela cólera que as vence implacavelmente. Todas desejam compreensão e amor, entendimento e perdão, sem cora- gem de ser quem compreenda ou ame, entenda ou perdoe. Espalha uma nova claridade neste Natal, na senda por onde avanças na busca da Vida. Engrandece-te nas pequenas doações, crescendo nos deveres que poucos se propõem executar. Desde que já podes dar os valores amoedados e as contribuições do enten- dimento moral, distribui, também, as joias sublimes do perdão aos que te fizeram ou fazem sofrer. Sentirás que Jesus, escolhendo um humílimo refúgio para viver entre os homens semeando alegrias incomparáveis, nasce, agora, no teu coração como a informar-te que todo dia é natal para quem o ama e deseja transformar-se em carta-viva para anunciá-lo às criaturas desatentas e sofredoras do mundo. Somente assim ouvirás no imo d’alma e entenderás a saudação ines- quecível dos anjos, na noite excelsa: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade, para com os homens” — vivendo um perene natal de bênçãos por amor a Jesus.” FRANCO, Divaldo Pereira. Espírito e Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 60. Pág 01 Pág 01 Pág 02 Pág 03 Pág 05 Pág 06 Pág 07 Pág 07 Pág 08 Pág 09
  2. 2. Família, alicerce fundamental para a evolução da humanidade “A família é a base fundamental sobre a qual se ergue o imenso edifício da sociedade. Toda vez que a família se enfraquece a sociedade experimenta conflitos, abalada nas suas estruturas.” (Joanna de Ângelis, em Constelação Familiar, psicografado por Divaldo Franco) Família é instituição divina, com planejamento que antecede esta vida física, e que tem por objetivo o crescimento espiritual de todos os seus membros. Por desconhecer a finalidade desta instituição chamada família, grande parcela da humanidade duvida de sua importância, despreza sua estrutura e desvaloriza seus laços consanguíneos e afetivos. Portanto, nesse momento que nos preparamos para o Natal, talvez a celebração que mais aproximam as famílias corporais e as espirituais, resignifiquemos o exemplo que Jesus nos deixou com a sua família. Dentro do projeto de evolução da humanidade, que Jesus tão amorosamente é empenhado, colocou a família como um dos seus alicerces. Além de oportunizar a reencarnação do espírito, é na família que resgates dolorosos do passado vão sendo passados a limpo. É na família que aprendemos o que é respeito, educação, amor e perdão, para que possamos conviver em sociedade e auxiliarmos a todos nessa caminhada evolutiva, dentro dessa grande casa que é o planeta Terra. Ao entendermos isso, conseguimos entender o vazio da nossa sociedade, pois o homem, vilão e vítima de seu egoísmo, des- qualifica o seio familiar, afastando-se de um dos melhores instrumentos para a sua melhoria. Mas voltemos ao primeiro projeto material de Jesus. Para se fazer melhor entendido, Jesus humanizou-se, encarnando entre nós através de uma jovem mulher, que nos primórdios do tempo já se preparava para a missão e exemplo da maternidade, da orientação na terra d´Aquele que é orientador do mundo. Para valorizar a importância da fé e da honra do homem, Jesus, que nos protege desde que éramos pequenos átomos, buscou um protetor que se deixava guiar pelos sonhos Divinos. Buscou um ser que se dedicava ao trabalho material, para exemplificar que o trabalho dignifica o homem. Jesus exemplifica que na união de um casal, na sua cumplicidade, no seu amor e respeito, podem escapar de perigos e traições, e podem educar com sobriedade tanto os filhos materiais, quanto os espirituais, os do coração. Jesus é modelo de amor e dedicação filial. O Amor ao Pai Celeste é descrito com todas as letras nos evangelhos, mas é através do amor aos seus pais, que vamos descobrindo nas entrelinhas das escrituras, que aceitaram a missão de protegê-lo e amá-lo nesse mundo, que sua missão se enraíza. A preocupação de Jesus com a família, sempre esteve presente em seu ministério, como po- demos ver no livro Jesus no Lar. Logo no primeiro capítulo, Néio Lúcio, através de Francisco Cân- dido Xavier, relembra Jesus orientando-nos: “O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum… A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendermos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?” Portanto, amigo leitor, que aproveitemos nossa reunião natalina familiar de uma maneira di- ferente, permitindo que os sentimentos mais elevados que essa data nos proporciona, sejam a alavanca para valorizarmos esse instrumento de evolução e a luz a iluminar nossa caminhada. Feliz Natal!! Ana Paula Macedo
  3. 3. JESUS, MARIA E JOSÉ O conhecimento que a Doutrina Espírita nos dá, reforça o que já sabemos através da história do mundo e das religiões: Três vidas enlaçadas em um projeto maior para a evolução da humanidade. Três espíritos de envergadura moral que até hoje nos deixam exemplos e resignificam o sentido de Família. Personalidades tão grandiosas e curiosas que todas as páginas de nosso humilde jornal seriam insuficientes para narrar vidas tão profundas, compromissos seculares e Amor Infinito. Trazemos então um pequeno resumo de cada um e começamos essa biografia na ordem que comumente rogamos à essa família especial: Jesus, Maria e José. Jesus, o governador do nosso planeta. Sua concepção é cercada, ainda, de mistério, mas toda o desenrolar de sua vida está narrado nos quatro Evangelhos Canôni- cos, pertencentes ao Novo Testamento e escritos originalmente em grego, em diferentes épocas, pelos seguidores dos discípulos Mateus, Marcos, João e Lucas; em outros evangelhos conhecidos como apócrifos e em narrativas de historiadores romanos como Senador Públio Lentulus. Jesus nasceu em Belém cidade da Judeia, provavelmente no ano 6 a.C. A diferença entre o nascimento “real” de Jesus e o “ano zero” do calendário cristão se deve a um erro de datação, quando a Igreja através do monge Dionísio Exíguo, encarregado pelo papa, resolveu reformular o calendário, no século VI. Filho de José, um carpinteiro, e de Maria, que segundo o dogma católico, foi concebida pelo Espírito Santo, nasceu no final do reinado de Herodes Antipas, que acabou em 4 a.C. quando Roma dominava a Palestina. A data do nascimento de Jesus é uma incógnita, 25 de dezembro era a data em que os romanos celebravam sua festa de solstí- cio de inverno, a noite mais longa do ano. Quase todos os povos comemoravam esse acontecimento, desde o início da civilização. O dia em que Jesus nasceu não consta na Bíblia, foi uma escolha da igreja, no século VI, para coincidir com as festas de fim de ano, a semana entre o Natal e o Ano Novo. Segundo o Evangelho de Lucas, Jesus nasceu em Belém porque na época, o imperador Augusto obrigou seus súditos a se re- gistrarem no primeiro censo do império, dessa forma todos deveriam retornar à cidade de origem para se alistar. Como a família de José era de Belém, ele voltou para sua cidade, levando Maria já grávida. No relato de Mateus, José soube em sonho que Maria daria a luz a um menino concebido pelo Espírito Santo. Quando Jesus nasceu, os reis magos (integrantes de uma casta de sábios da Pérsia) seguiram uma estrela que os conduziu à Belém. Jesus foi levado pela família para o Egito, em seguida foi morar em Nazaré, na Galileia. Essa fuga para o Egito, segundo relata Mateus, foi para escapar de uma sentença de morte anunciada por Herodes, que ao saber do nascimento do “Filho de Deus”, manda matar todas as crianças de até 2 anos, nascidos em Belém. Jesus passa a infância e a juventude em Nazaré na Galileia. O Evangelho de Lucas conta que aos 12 anos ele viajou com os pais, de Nazaré para Jerusalém, para celebrar o Pessach - a Páscoa Judaica. Quando estavam no caminho de volta para Nazaré, José e Maria perceberam que Jesus não estava com eles. Procuraram durante 3 dias e decidiram voltar ao Templo de Jerusalém, local sagrado para os judeus, onde encontraram Jesus discutindo com os sacerdotes. Segundo Lucas “Todos que o ouviam se admira- vam com sua inteligência”. Jesus, já adulto, por volta dos 30 anos, aparece nas escrituras pedindo a João para ser batizado. Depois de purificado nas águas do rio Jordão, Jesus parte para sua vida de pregações sobre a Boa Nova, trazendo um novo conceito de Deus e de Amor entre os homens e milagres. Aos 33 anos, quando celebrava a Páscoa dos judeus, após a última ceia realizada com seus apóstolos, no Jardim de Getsêmani, na encosta do Monte das Oliveiras, Jesus foi revelado e preso. Levado para o encontro de Caifás. Jesus foi acusado de desordem no Templo e quando confirmado que era o “Filho de Deus” e rei dos Judeus, foi acusado de blasfêmia. Em seguida foi levado à presença de Pôncio Pilatos, governador da Judeia, depois, por ser da Galileia, foi levado a Herodes Filho, que governava a Galileia. Herodes zombou de Jesus e devolve-o a Pilatos. Levado para a punição carrega sua cruz, é crucificado, morto e colocado em um túmulo, fechado com uma grande pedra. Os Evangelhos contam que em visita ao túmulo, Maria de Magdala encontra a pedra aberta e o sepulcro vazio. Vários relatos contam a ascensão de Jesus. Marcos e Lucas relatam que depois de ter se encontrado com seus discípulos, “Jesus sobe aos céus e se assenta à direita de Deus”. Maria, a mãe de Jesus A mais antiga menção à ela está na Carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 4,4). Seu nascimento também pode ser considerado um milagre. A tradição da Igreja Católica afirma que os pais de Maria eram Joaquim e Ana. Não há notícia deles nas Sagradas Escrituras, mas em um livro venerável do século II: Proto-Evangelho de São Tiago. Joaquim e Ana constituíam um casal distinto, mas viviam tristes e humilhados porque não tinham filhos. Eram estéreis. Reza- vam confiantes para que Deus suscitasse para eles uma descendência. Joaquim retirou-se para deserto a fim de rezar, onde permaneceu 40 dias em jejum e oração. Um anjo apareceu-lhe e comuni- cou-lhe que ele teria filha. Também sua esposa recebeu a mesma mensagem do anjo. De fato, tiveram uma filha, para qual deram o nome de Maria.
  4. 4. Diante da profecia da vinda do Messias, muitas jovens naquele tempo aguardavam em estudos e meditação esse momento. No entanto, Maria já havia sido escolhida para essa missão na espiritualidade e entregou-se totalmente a esse projeto, vivendo sua vocação com fidelidade e aceitando com Amor quando seu designo foi revelado pelo Anjo Maria concebeu Jesus em Nazaré, da Galiléia.Todavia, foi com José a Belém, em Judá, para o recenseamento e lá deu à luz ao Messias.Na época própria, Maria e José levaram o menino Jesus para ser apresentado no templo de Jerusalém. Mais tarde, Maria e José fugiram com Jesus para o Egito para escapar da perseguição do rei Herodes. Ali ficaram certo tem- po, retornando a Nazaré quando o rei Herodes morreu. Em Nazaré, Maria e José cuidaram do menino Jesus e o educaram bem, acompanhando sua formação humana e constituindo com ele uma verdadeira família, cheia de amor e de compreensão. Eles o levaram ao templo de Jerusalém, em peregrinação para a páscoa judaica, quando ele tinha 12 anos. Maria participou da vida de Jesus Cristo, sendo sua mãe e, ao mesmo tempo, sua discípula. Sabia guardar os mistérios da fé em seu coração. No início do ministério público de Jesus, Maria esteve com Ele nas bodas de Caná, obtendo dele seu primeiro milagre. Ela sempre soube ouvir a Palavra de Deus, anunciada por Jesus, e vivenciá-la. Foi sua generosa companheira e a humilde serva do Senhor, acompanhado os passos do Salvador com atenção, fé, discrição e docilidade. Mesmo na paixão de Jesus, Maria esteve junto à cruz, em pé, firme, quando o entregou ao Pai e foi dada por seu Filho como Mãe dos Homens, na pessoa de João. Revelou-se como mulher forte, conservando sua fidelidade de maneira constante, tanto nos momentos alegres, como nos cruciais. Maria esteve presente com os apóstolos e os discípulos no cenáculo de Jerusalém, perseverante e em oração, por ocasião de Pentecostes. Pela tradição cristã, sabemos que foi uma presença ativa, consciente e participativa na Igreja dos primeiros cristãos. Tornou-se testemunho, apoio e fonte de orientação e de informação para a comunidade cristã, a qual anunciava e vivenciava o Evangelho da Salvação, tanto na Palestina, como em outros lugares. Na vida espiritual Maria continua participando dos planos e projetos de Jesus, como orientadora das equipes de resgate dos suicidas e como intercessora dos homens junto à Espiritualidade Maior. José, protetor de Maria e pai de Jesus José é descendente da casa real de Davi. É o esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. Nos Evangelhos ele aparece na infância de Jesus. Pode-se ver as citações nos livros de Mateus Capítulos 1 e 2, e em Lucas 1 e2. Na Bíblia, São José é apre- sentado como um justo. Mateus, em seu Evangelho, descreve a história sob o ponto de vista de José. Já Lucas narra o tempo de infância do menino Jesus contando com a presença de José. José nasceu provavelmente em Belém, o pai se chamava Jacó e parece que ele fosse o terceiro de seis irmãos. José era um carpinteiro que morava em Nazaré. Com a idade de mais ou menos 30 anos foi convocado pelos sacerdotes do templo, com ou- tros solteiros da tribo de David, para se casar. O casamento hebreu era feito em duas etapas. A primeira era a escolha da noiva e o contrato de casamento e só depois de 01 ano é que os noivos iriam morar juntos, iniciando em definitivo uma nova família. Assim, com a idade de 14 anos, Maria foi dada em casamento a José, todavia ela continuou a morar na casa da família em Nazaré da Galileia ainda por um ano. Foi ali, naquele lugar, que recebeu o anúncio do Anjo e aceitou sua missão: “Eis-me, sou a serva do Senhor, aconteça a mim aquilo que disseste”. Como o Anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida, pediu a José para acompanhá-la a casa da sua prima que estava nos seus últimos três meses de gravidez. Tiveram que enfrentar uma longa viagem de 150 km porque Isabel morava a na Judéia. Maria ficou com ela até o nascimento de João Batista. Maria, voltando da Judéia, colocou o seu esposo diante da sua gravidez que ela não podia explicar. Muito inquieto José entrou em angústia suspeitando da honradez da sua noiva e pensou até em fugir secretamente, para não condená-la em público, porque segundo às leis de Moisés, se ele denunciasse Maria como adultera, ela seria apedrejada até a morte Quando estava para concretizar a fuga, um Anjo apareceu em sonho para José a fim de dissipar os seus temores, afirmando que o filho de Maria vinha do Espírito Santo. Após esse sonho todas as dúvidas de José se dissiparam, sendo o gatilho necessário para lembrá-lo da sua missão no projeto de Jesus, inclusive pediu a antecipação da festa de ingresso na sua casa com a esposa. Perto do tempo previsto do nascimento de Jesus, por um decreto romano ele foi para Belém partir do recenseamento, lá Maria deu à luz ao Menino Jesus e José estava presente no nascimento. Afinado agora com a Espiritualidade, novamente um anjo deu novo aviso a José, em sonho, avisando que Herodes queria matar o menino Jesus e mandou-o fugir com Jesus menino e Maria para o Egito. José obedeceu e viveram no Egito durante qua- tro anos. Após este tempo, o anjo avisou novamente a José em sonhos, dizendo que eles poderiam voltar para Nazaré porque Herodes tinha morrido. José obedeceu e retornando com sua família para Israel, em uma cidade chamada Nazaré, porque assim aconteceria quanto foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”. (Mc 2,19-23) José foi pai verdadeiro de Jesus, não pela carne, mas pelo coração; protegeu o Menino das mãos assassinas de Herodes e en- sinou-lhe o caminho do trabalho. Devotou sua vida aos cuidados de Jesus e Maria. Vivendo do trabalho de suas mãos, como car- pinteiro, sustentou sua família com dignidade e exemplo. A profissão de carpinteiro propiciava dignidade à família e sua devoção a Deus o ajudou a criar o Filho de Deus em sua concepção humana. Ele consagrou o menino Jesus no Templo, logo depois que o menino nasceu. Este ato só era praticado na época por judeus piedosos. São José levava sua família regularmente às peregrina- ções de seu povo em Jerusalém, como, por exemplo, na Páscoa. Foi numa dessas peregrinações em que, na volta para Nazaré, o menino Jesus ficou em Jerusalém conversando com os doutores da lei. O menino tinha, então, doze anos. José e Maria, aflitos
  5. 5. NATAL DO CRISTO A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos com- promissos com o Tempo. Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo. A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade. Não mais o estábulo simples, nosso próprio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz... Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico. Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal. É o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou. É a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias. É o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”. Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida. O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo. Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia. Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal. O primeiro renova a alegria. O segundo reforma a responsabilidade. Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor. Não nos esqueçamos. Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós. Emmanuel Livro: FONTE DE PAZ, pg. 15– Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos Imagens extraídas da internet Pesquisa: Mônica Porto voltam ao templo e encontram o menino Jesus debatendo com os doutores da lei. Nesta ocasião, Jesus afirma que “Tinha que cuidar das coisas de seu Pai”. Esta é a última vez que José é mencionado nas Sagradas Escrituras. Todos os indícios levam a crer que José faleceu antes de Jesus começar sua vida pública. Caso contrário, ele certamente teria sido mencionado pelos evangelis- tas, como o foi Maria. O carinho de Jesus por seu pai terreno era tão grande, que nunca se envergonhou de ser chamado “filho do carpinteiro”. Na- quela rude carpintaria de Nazaré Jesus trabalhou até iniciar Sua vida pública, mostrando-nos que o trabalho é redentor. Ana Paula Macedo
  6. 6. A depressão silenciosa do natal Um tempo em que as expectativas da chegada eram confundidas, a noite em claro, a espera de um vulto que poderia aparecer e o sono que chegava sem aviso, eram brindados com um belo presente trazido por uma figura mística e burlesca do Papai Noel. O vermelho chamativo, a gordura, a barba e as botas figuram na cabeça das crianças e adultos como uma afirmação da nossa materialidade flagrante. Encontramos, na noite do Natal, onde éramos para rememorar o nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, os registros de nossa humanidade corrompida. A gula na mesa, que evoca os banquetes romanos da antecedência, a festividade das roupas, as trocas de presentes entre outras formas de corromper o verdadeiro sentido da data. Infelizmente a mídia vem de maneira devastadora abalar os alicerces da tão sofrida instituição familiar. O fenômeno da exibição, reflete o vazio de existências perdidas nesse universo materialista. A tão sonhada harmonia familiar só é concretizada nas telas dos smartfones. A cada ano o Natal vai se encolhendo e as gerações vão perdendo a tradição. Mais uma festa, mais uma balada, mais uma aventura e uma oportunidade de ganhar mais dinheiro. Pode-se friamente resumir o natal em papai noel, árvore-de-natal, chester e presentes. Apesar de todo o apelo material e dos desvios da finalidade, é nessa época em que se afloram os mais belos sentimentos humanos, as pessoas estão mais felizes, o apelo da doação se faz mais presente, os encontros familiares se tornam mais concre- tos e amenos. Reconciliação, amor, paz e felicidade, são as palavras de ordem nesse período. Dentro desse panorama em que de um lado nos pesa toda a filosofia e sentimentalismo do período natalino e do outro os apelos do materialismo desenfreado, nos deparamos com uma doença silenciosa e que vem em constante ascensão que é a depressão sazonal. A depressão segundo a OMS é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em ati- vidades que normalmente são prazerosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante, pelo menos, duas semanas. Existem vários tipos de apresentação da doença e uma classificação se faz presente para esses tipos e vamos abor- dar uma específica que é a sazonal. A sazonalidade compreende aspecto de tempo, de períodos. Normalmente esses distúrbios se apresentam em determinadas estações do ano, mais frequente o inverno, onde o frio e a escuridão se faz mais presente. Mas também pode ser observado, com menos frequência em períodos festivos, como as festas de Final de Ano. Esse fechamento de ciclo anual, acompanhado do apelo natalino faz com que as pessoas se autoanalisem e busquem dentro de si um sentimento de renovação e de esperança, no entanto quando nossas emoções não se adéquam ao que esperamos, abri- mos uma porta, um lapso mental onde sintonizamos com emoções e atitudes destrutivas. Alguns fatores orgânicos estão ligados a esse tipo de transtorno, no entanto a atitude mental é o aspecto mais importante nesse problema. Allan Kardec no Livro dos Espíritos nos adverte: questão 471. Quando experimentamos uma sensação de angústia, de an- siedade indefinível, ou de íntima satisfação, sem que lhe conheçamos a causa, devemos atribuí-la unicamente a uma disposi- ção física? “É quase sempre efeito das comunicações em que inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com eles tivestes durante o sono.” Nesse turbilhão de emoções, de questões familiares, sentimentalismo e necessidades emocionais, encontra-se o homem fra- gilizado em suas ideias e sem o alicerce do amor, da visão filosófica profunda da vida, cai nesse estado propício de vazio, terreno fácil para sintonia com mentes também vazias que se aproveitam de nossas fraquezas. A depressão, acompanha o homem desde os seus primórdios, seja ela em estados de melancolia, de bipolaridade e nas manifestações graves, levando o ser humano a estados destrutivos culminando no suicídio. Atentos para essa condição, prestemos atenção redobrada nos nossos irmãos de caminhada, o sofrimento psíquico disfarçado nas alegrias fortuitas, nas recusas, na tristeza, na agressividade, podem estar escondendo esse mal silencioso e devas- tador. Procuremos olhar com os olhos do amor para que nossos espíritos sejam sensíveis a essa tão mísera condição. Feliz Natal a todos. Guttemberg A. C. Cruz
  7. 7. ORAÇÃO À ESTRELA DIVINA Estrela do Natal! Que iluminaste a grande noite, indicando a manjedoura sublime, torna a resplandecer, por misericórdia, no céu da consciência dos homens, - pastores dos interesses de Deus, na terra maternal. Dissipa a escuridão da meia-noite, rasga a visão dos cumes radiosos, para que os vales terrestres sejam menos sombrios! Ordena a teus raios salvadores, que revelem, os lares angustiados, os corações doloridos, as mansardas sem pão, os templos sem fé, os campos ao abandono!... Descortina a senda, que conduz ao Mestre da Verdade e descerra, aos olhos dos novos discípulos, os antros do ódio e da separação, as cavernas do egoísmo, os espinheiros do orgulho, os venenosos poços da vaidade, ocultos em si mesmos, para que se libertem de todo o mal, e te ouçam o chamamento bendito e silencioso, a simplicidade edificante, que renovará o mundo para a felicidade eterna. Estrela de Natal, Não te detenhas sobre as nossas úlceras, não nos fixes a miséria multissecular. Desfaz as sombras espessas da nossa ignorância viciosa, e arrebata-nos à compreensão, do Senhor da Vida, do Condutor Divino, Do Príncipe da Paz. Esclarece-nos a alma conturbada e guianos, fraterna, à benção do reinício, na manjedoura singela, do bem que retifica todas as faltas, balsamizando feridas, santificando esperanças, a fim de que nos façamos, de novo, humildes caminheiros de tua luz, ao encontro sublime de Jesus - O Cristo vivo, Augusto e Perenal, para o reinado da bondade humana, sob a paz verdadeira e soberana, pelo amor imortal! Alma Eros Natal: os Espíritas e o aniversariante Dezembro é considerado por muitos um mês bastante significativo, seja por ser o último mês do ano, seja pelas festividades natalinas e também, por ser o mês onde se convencionou comemorar o nascimento de Jesus. Quando se empreende o caminho do estudo sobre o espiritismo, é comum que surjam algumas dúvidas... será que Espírita comemora o natal? E Jesus, onde entra nessa comemoração? Para os Espíritas, Allan Kardec codificou os ensinamentos trazidos pela espiritualidade superior, co- locando-os de uma forma didática e permitindo que todos - independente de raça, credo ou grau de escolaridade pudessem ter acesso a tais ensinamentos, e hoje, com a acessibilidade que a tecnologia nos proporciona, podemos ter um acesso ainda mais simples a esses ensinamentos, como através das obras da Codificação em formato de ebook. Ao codificar esses ensinamentos, a Doutrina Espírita se consolidou como a Terceira Revelação, afinal, a humanidade já tinha conseguido ser tocada pelos ensinamentos amorosos do mestre Jesus, o qual é reconhecido como a Segunda Revelação, ten- do trazido a humanidade o conhecimento de que Deus é um Pai amoroso e misericordioso, descortinando os olhos dos que o enxergavam como um “governante austero”, como nos trouxe Moisés, sendo ele a Primeira Revelação, adequada ao momento evolutivo daqueles seres que habitavam a Terra, durante sua passagem carnal. Assim sendo, Jesus é nosso modelo e guia, portanto podemos celebrá-lo não apenas em dezembro, mas todos os dias de nos- sa existência, buscando inspiração em seu exemplo de amor, bondade, caridade, abnegação, dentre tantas outras qualidades que poder-se-iam ser citadas. Um natal de muita luz, e que o aniversariante seja sempre lembrado em nossos corações e atitudes. Ingrid Cavalcanti Fonte: Livro: A Luz da Oração – Francisco Cândido Xavier – espíritos diversos Imagens extraídas da internet Pesquisa: Mônica Porto
  8. 8. Bibliografia do Pentateuco 05 livros fundamentais na Doutrina Espírita Por Allan Kardec Bruno Tavares Expositor Espírita www.blogdobrunotavares.wordpress.com Associação Espírita Casa dos Humildes www.casadoshumildes.com Presidente: Ivaneide Amorim. Vice-Presidente: Iale de Oliveira. Deptº de Divulgação Doutrinária: Bruno Tavares. Deptº de Mediúnico: Amaro Carvalho. Edição: Ana Paula Macedo, Bruno Tavares, Gut- temberg Cruz e Mônica Porto. Projeto Gráfico: Ingrid Cavalcanti. EXPEDIENTE CH Notícias Nº 66 – Circulação mensal Distribuição on-line Recife-PE, 24/Dezembro/2020 CONTATO Rua Henrique Machado, nº 110 Casa Forte - Recife/PE (81) 30485922 casadoshumildes.com blogchnoticias.blogspot.com.br chnoticias@yahoo.com.br chnoticias2015@gmail.com Em mais uma de suas mensagens memoráveis, Amélia Rodrigues nos apre- senta uma coletânea de crônicas da vida de Jesus e seu apostolado. São men- sagens de fé, de esperança, de caridade, de amor incondicional ao próximo, de entrega total ao apostolado dobem, nas palavras singelas do espírito que se consagrou como a cronista dos Evangelhos, narrados e comentados como uma sensibilidade literária incomum. Pequeno livro onde foram separadas 13 mensagens de Joanna de Ângelis sobre o Natal, que foram publicadas ao longo dos anos, nas quais podemos ter uma melhor dimensão do significado da passagem de Jesus na Terra. Boa leitura!
  9. 9. Segunda-feira 19 h 45 min Sala 1 – Curso de Passe Sala 2 – Curso Trabalhadores: ESTEM Sala 3 – Iniciantes Curso de Mediunidade Terça-feira (a cada 15 dias) 19 h 45 min EADE – Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita ESDE – Estudo Sistemático da Doutrina Espírita Quarta-feira 19 h 45 min Sala 1 – Iniciantes Básico do Espiritismo Sala 2 – Curso Trabalhadores: Doutrinação Sala 3 – Iniciantes Curso de Doutrinação Segunda-feira 19 h 45 min Reunião de Consulta espiritual. Terça-feira 20 h Reunião Pública de Estudo de “O Livro dos Espíritos”. Terça-feira 20 h Reunião de Vibrações Espirituais. Quarta-feira 19 h 45 min Reunião Pública de Desobsessão. Quinta-feira (apenas a 1ª do mês) 19 h 45 min Desobsessão dos Trabalhadores da Casa. Sexta-feira 19 h 30 Reunião Pública de Estudos Espíritas: 1ª Sexta do mês: André Luiz; 2ª Sexta: Emmanuel; 3ª sexta: Allan Kardec; 4ª sexta: Bezerra de Menezes. Domingo 16 h Evangelização Infantil e Reunião da Juventude Espírita. Domingo 16 h Reunião Pública de Estudo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. ATIVIDADES REQUISITOS DIA/HORA Campanha do Quilo Boa vontade e tolerância. Todos os domingos – 8 h. Evangelização Infanto-Juvenil Habilidades na área de educação e de ativi- dades lúdicas. Boa interação com crianças e jovens. Domingo – 16 h. Passes e vibração Ter feito o curso de passes. Segundas antes das reuniões públicas; Terças, Quartas e Sextas após as reuniões; Domingos antes e depois das reuniões. Recepção e atendimento fraterno Ter feito o curso de passes e ser doutrina- dor. Segunda e Quarta – 19 h; Domingo – 16 h. Assistência a gestantes Querer compartilhar saberes e acolher o próximo. Quarta – 13 h 30 min e Um Domingo no mês. Trabalho mediúnico e doutrinário Ter feito todos os cursos básicos e o de passes. Segunda e Quarta – 19 h 45 min; Domingo – 16 h Instrutor e dirigente de reunião Ter feito os cursos básicos e de passes. Para instrutor, experiência e comunicação. Nos dias de curso e de reunião no auditó- rio. Assistência às vovozinhas da Casa dos Humildes Formação na área da saúde. Para lazer, nenhum requisito. De acordo com a disponibilidade. Biblioteca e Livraria Ser trabalhador da Casa Antes das reuniões públicas. TI e eletroeletrônicos, manutenção Habilidade na área e vontade de aprender. Antes das reuniões públicas. Durante a corrente pandemia, em 2020, as reuniões públicas estarão sendo realizadas online pelo Canal Associação Espírita Casa dos Hu- mildes - no YouTube. Acesse: <https://www.youtube.com/channel/UC00-dTR-57uAcBHFeCpAyRg> SUSPENSAS ATÉ AVALIAÇÃO DE RETORNO PRESENCIAL PELA DIRETORIA DA CH Cursos presenciais suspensos. Aulas ofertadas online para os trabalhadores do centro.

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